TTT 2017: quando tudo dá certo

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Um dia após enfrentar pela quinta vez uma das provas mais cobiçadas do Sul do Brasil, a TTT – Travessia Torres-Tramandaí, resumo meu sentimento e impressões. Não tenho dose de narcisismo suficiente para focar apenas na conquista do meu pentacampeonato e recorde feminino da competição – pulverizado com 7h21min em 2017, 24 minutos abaixo do tempo anterior, que eu mesma cravei em 2015 (7h45min). Quero, mais do que enaltecer esse fato, explicar porque voto para que essa edição entre no rol das candidatas a predileta entre as 13 já realizadas na orla gaúcha. Os motivos são inúmeros.

Primeiro, marcou meu retorno à competição que mora no meu coração desde sempre. Em 2016, fiquei de fora, após tecer uma série de críticas logo após o tetracampeonato, em 2015. O texto, que você lê aqui, fala sobre o desprestígio aos atletas que se inscrevem para competir de verdade, e não apenas para confraternizar – embora seja esse o DNA da TTT, já que se trata de um evento focado no revezamento em equipes. Fiquei de fora, fui tratar da minha vida pessoal e profissional, e digo que o saldo foi extramente positivo. Afinal, dar um look geral e sentir o panorama de fora é válido – até para avaliar a importância do meu papel e de tantos outros fatores envolvidos – que incluem o tesão em participar novamente da prova.

Quem leu o texto com atenção percebe que coloco críticas bastante contundentes e que têm, em suma, a intenção de alertar os organizadores para uma melhoria na sua infra-estrutura. Felizmente, creio que as colocações colaboraram, de certa forma, para a correção das falhas, como kits mais elaborados, hidratação adequada, enfim. Escrevo português claro e para bom entendedores, não precisa desenhar.

Então. A notícia boa é que muitas dessas falhas foram corrigidas. Hidratação estava ótima. Água gelada, equipes envolvidas na distribuição (sobretudo os amigos da Girardi, Inspire, DaniVist, entre outros da Serra Gaúcha (que estão de parabéns pela iniciativa, idealizada pelo Clube de Corredores de Caxias), que mobilizaram equipes para ajudar da logística de hidratação e suporte durante o percurso). A premiação foi pontual. Os troféus ganharam um incremento. E acho muito bom premiar apenas os 5 primeiros na Geral, para agilizar e elevar o nível das categorias etárias. Enfim, o saldo foi muito positivo.

Agora, vamos a 2017: aaaah, que prova magnífica! Gente do Céu, que dia de gala! A ressaca que veio na quinta-feira, marcando os dias anteriores, deu uma tremidinha nas bases. O mar subiu, o vento estava Sul (que sopra em direção contrária a quem vem de Torres em direção a Tramandaí). Porém, Netuno, Iemanjá e todos os demais orixás, santos e previsões meteorológicas resolveram colaborar com a Nação Corredora. O céu estava aberto, mas na medida – com algumas nuvens nas primeiras horas da manhã, o que amenizou em grande parte a sensação de calor do verão gaúcho, bastante cruel nessa época do ano.

O amigo Fernando Falavigna Vianna clicou essa linda foto no amanhecer

O amigo Fernando Falavigna Vianna clicou essa linda foto no amanhecer

O solo estava uma pista de corrida. Areia firme, compacta. Enfim, um cenário ideal, daqueles raros, tecido sob encomenda para estraçalhar recordes. E foi o que se viu. O “monstro” Rodrigo Cardoso bateu o feito de Tiago Mello (falecido em 2016, nem acredito…) em 9 minutos. Logo após ele, chegou o queridão Niumar Velho e o fera Alexandre Mello. Todos com tempos fantásticos, impensáveis em dias de maré alta e areia fofa – sim, já enfrentei dias em que você chama a mamãe e ela não vem nunca!

Agora, vamos ao que interessa de verdade: fora os recordes, os tempos, os troféus, toda essa parafernália: o que mais impressionou foi o calor humano. A TTT 2017 bateu recorde em termos de prestígio, alegria e fraternidade na beira da praia. Nunca vi tanta gente aplaudir, vibrar, berrar o nome dos atletas – independente de seu preparo físico ou categoria. O povo realmente entrou no clima. Os quase 3 mil atletas inscritos deram uma lição de humanidade e solidariedade. Ajudei várias pessoas e fui ajudada – já que meu apoio teve que abandonar a areia lá no quilômetro 50, após estourar o pneu da bike.

Nos últimos dois quilômetros, fui empurrada por uma multidão que berrava meu nome. Sei lá donde. Mas vi até o Salva-Vidas pular da Guarita e esbravejar, de punho cerrado: “Vai lá, Guerreira!”. Tchê, me arrepio só de escrever.

Kadinho e Joana, uma dupla que resume o conceito de "parceria de fé"

Kadinho e Joana, uma dupla que resume o conceito de “parceria de fé”

Fiz, como sempre, amizades incríveis: o figura Vanderlei “Chumbinho” Zanotto, de Veranópolis, estreou em grande estilo na categoria ultra com menos de 7 horas (6h58min). Correu do meu lado mais de 25 quilômetros e me deixou embasbacada com sua simplicidade e humanidade. Vi meu parceirão Ricardo “Kadinho” Cruz de Oliveira concretizar o sonho da primeira TTT com lágrima nos olhos, abraçado na parceirona Joana Ott, que acordou às 3h da matina pra fazer apoio pro doido (imagina só! e ainda me fez um telefonema desejando boa sorte…).

Em suma: estou até agora extasiada com o turbilhão de emoções dessa 13ª TTT. Quero parabenizar, mais uma vez, todos que torceram, vibraram e colaboraram para tornar o litoral norte gaúcho um palco de recordes nesse final de semana. Cada vez mais, tenho certeza de que essa é a melhor celebração que existe. É democrática, ao ar livre, sem máscaras, amarras ou filtros. Não tem frescura, artimanhas ou anestesia. É a vida como ela é.

Linda, intensa e verdadeira.

Até a próxima!

Com carinho,

Dani

* terei que replicar a máxima dum amigo hiperbrincalhão que lançou a célebre frase: “Todo mundo tenta. Mas só a Dani é Peeeenta!”. ((((

* deixo aqui meu muito obrigado a todos que torceram, vibraram e berraram meu nome durante o percurso e me parabenizaram presencial e virtualmente. Sem palavras!

* gratidão pela confiança e apoio dos meus patrocinadores, a Skechers Performance – que desenvolve guidis maravilhosos como o GoRide5, tênis que usei em todas as conquistas da TTT. Vocês estão cada vez melhores! – e a NewMillen Suplementos, que fornece toda a minha suplementação. Afinal, não é só de aguinha e banana que se enfrenta uma monstruosidade dessas! O PowerDrink, o IronGel e o 4:1, todos da linha IronMan, foram meus companheiros em muitos treinos e ao longo das mais de 7 horas de prova nesse sábado. Novamente, reitero a importância do aporte calórico numa ultra, o X da questão!

 

 

 

 

 

 

TTT 2017: pra começar – e terminar bem

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Foto: Guto Oliveira/Transpire

Foto: Guto Oliveira/Transpire

Após um ano fora da Travessia Torres-Tramandaí (TTT), que ocorre no próximo final de semana nas areias do litoral norte gaúcho, cá estou eu, ansiosa para percorrer os intermináveis 82 quilômetros que separam os dois balneários. Com a experiência de ter ganho por 4 anos consecutivos e sendo recordista feminina dessa competição, me arrisco a rabiscar alguns conselhos para quem irá encarar nessa edição. São bastante genéricos, mas talvez sejam úteis, sobretudo aos novatos.

1) Organize-se. Como é uma prova realizada na beira da praia, não espere um “mu-muzinho”. Por melhor que esteja a areia, o vento, o clima, jamais será como correr na Beira-Rio. Caso consiga, trace um plano B com sua equipe no que diz respeito à hidratação e suplementação. São várias horas de envolvimento no evento. Leve comida, isotônico, água, Coca-Cola, gel, paçoca, damasco, castanhas, sanduba, enfim, tudo aquilo que você esteja acostumado a comer. Jamais fique muito tempo sem se alimentar. Ter combustível constante é tudo!

2) Não se afobe. Tenha foco, bom-humor e paciência. Não importa a distância que você irá percorrer. Se vai na categoria solo, em dupla, quarteto ou octeto. Nada se resolve em 10 minutinhos. Vá trilhando quilômetro a quilômetro com base naquilo que você treinou. Milagre não existe e ficar dando uma de Usain Bolt em pista de tatuíra não vai te levar a lugar nenhum. Aliás, a chance de você quebrar é imensa. Lembre que é APENAS uma prova e que não tem vida ou morte em jogo. Estamos aí pra competir, sim, mas saudavelmente.

3) Concentre-se no ambiente. E curta cada momento. Caso a previsão se confirme – tempo bom, com sol -, fique mais atento ainda. Como a TTT é realizada em pleno veraneio, num sabadão, a chance da praia estar lotada é enorme. Crianças correndo pra lá e pra cá, guarda-sóis, vendedores ambulantes, bêbados, enfim, a fauna e a flora em atividade intensa. Tente seguir uma linha reta, não ficar em zigue-zague, pois, além de correr mais, a chance de acidentes fica maior. Numa única direção, sua concentração fica maior. Analise o estado da areia – quanto mais solta e clara, mais desgaste, pois não há retorno de passada e o sol reflete, aumentando a temperatura. Confira se mais perto da água a situação não estará melhor – afinal, perto das ondas, a areia é mais escura e você sofre menos a ação do calor. Claro, tem dias que nessa faixa a areia está muito fofa, o que não favorece nada. Tudo é questão de uma análise da situação. Ahh! Importante: não se preocupe em molhar seu rico pezinho na água. Ficar saltitando pra desviar dos córregos e valas, comuns no nosso litoral, é erro comum: muita gente já travou a posterior ou teve lesões ao fazer isso. Meta a “pata” sem dó e toque ficha. Afinal, se não é pra se sujar, nada como um passeio no xópim!

4) Evoque o mantra “eu posso. eu consigo”. Dia desses, conversando com um amigo meu que estreará na categoria solo, perguntei por qual motivo ele “inventou de fazer essa merda”. Deixei ele falar. Nenhum dos motivos que ele citou bateram com aqueles que acredito. “Não, você deve querer fazer porque você pode. E porque você consegue”, falei. A maneira de pensar é que faz toda a diferença. Lembre que tudo está na mente. Correr como você nunca correu é uma questão muito mais mental do que física. É preciso treino, sim, porém quem te faz chegar lá e cruzar a linha de chegada chorando e rindo ao mesmo tempo é essa superação pessoal. A grande batalha é com você mesmo.

Desejo a todos uma excelente prova – e que a força esteja com você. Sempre!

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Nos vemos lá na Barra do Imbé/Tramanda! ( ;

 

 

 

 

 

 

 

 

Fuja do Leão de Treino

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No pico do treinamento para a Travessia Torres Tramandaí (TTT) 2017, que ocorre no final do mês de janeiro no litoral gaúcho  - prova que enfrentarei pela quinta vez na categoria solo (82km) -, rodando mais de 100 quilômetros por semana, tenho oportunidade de sobra para “viajar” sobre vários temas durante minhas rodagens diárias. No finde que passou, num desses famigerados longões de 30 e poucos quilômetros, fui teorizando a respeito dos atletas que treinam feito loucos, com o afinco de um profissional, mas chegam na hora da prova e acabam colocando tudo a perder.

As desculpas são inúmeras: ou é uma lesão inesperada, ou deu uma cãimbra horrorosa, ou “senti o quadril”, ou deu piriri, churrio, enjoo, faltou hidratação. Jamais, em hipótese alguma, o dito-cujo assume que treinou errado. E, no caso – e é sobre isso que irei falar nesse texto – treinar errado é treinar demais. Em excesso. A ponto de chegar no dia da competição exausto, física e mentalmente.

Os chamados “Leões” ou “Campeões de Treino” são facilmente identificáveis. Conheço uma penca deles. Cumprem planilhas Kamikases, vivem postando fotinhos de GPS para se gabar nas redes sociais. Seu esporte predileto é comparar seu desempenho com o dos amigos (ou inimigos). Porém, quando chega o momento do “pega-pra-capar”, miam feito gatinhos. Acabam se frustrando com o desempenho e, obviamente, relatam a experiência com detalhes cirúrgicos do quanto foi inevitável sua baixa performance.

Aprendendo com os erros

Claro que todos temos direito a errar e ir mal numa prova. Não somos máquinas. Tem dias que realmente a coisa não flui. Paciência. Já aconteceu comigo, com você, com todo mundo. A diferença está em saber lidar com a situação e, claro, tirar alguma lição após o ocorrido. Li recentemente, numa excelente matéria da Revista Tênis conselhos extremamente úteis para quem deseja competir de forma saudável e colher bons frutos.

“Existe uma forte relação entre a baixa performance sob estresse competitivo e a carência de habilidades mentais. Contudo, existem outras competências que igualmente influenciam esse processo (…) Habilidades emocionais e físicas completam o conjunto de competências necessárias para resistir às tensões. Deve-se entender que o rendimento em competições é uma questão multidimensional, envolvendo mente, emoções e a parte física”.

Sim, há uma enormidade de fatores relacionados. Mas vejo que chegar cansado numa prova é, sem sombra de dúvidas, algo que pode colocar tudo a perder. Na ânsia de ir bem, com a melhor das intenções, o sujeito chega à estafa. Corpo e mente entram em colapso justamente no momento em que precisaríamos estar 100%. Triste, mas completamente compreensível.

Como tirar o leão da jaula?

Primeiro passo: invista no autoconhecimento. Conhecer seus limites é extremamente útil para saber quando “aliviar o pé” ou quando enfiar a sola no fundo. Bons corredores evoluem gradualmente e têm parcimônia para atingir grandes resultados. Não queime etapas.

Invista em profissionais capacitados. Uma planilha bem feita, com a periodização adequada, darão a segurança para chegar no “Dia D” com tudo em cima. Há uma ciência por trás de todo esporte. Hoje, há inúmeros treinadores de corrida, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos do Esporte, enfim, opções não faltam para você chegar lá de forma saudável e inteligente. São “atalhos” que valem bem mais do que meses parado em função de uma lesão, por exemplo.

Estabeleça metas possíveis. Correu 10km hoje e já quer fazer maratona daqui a 6 meses? Calma, rapaz. Segure a onda e fique bom em cada uma das distâncias. De nada adianta assumir um compromisso humanamente impossível de realizar. Não há milagre. Você jamais dará numa prova o que não fez num treino.

Tenha humildade para assumir(e aceitar) suas limitações. Ninguém nasce maratonista sub-3h. É preciso muito lastro e dedicação. E, claro, também há o fator genético. A natureza é sábia. Não force a barra.

Aprenda com seus erros. E tente novamente. Desistir de primeira? Jamais. Tenha maturidade para tirar o máximo proveito dos seus erros diariamente. Todo grande competidor possui essa característica: saber levantar com elegância. Raiva e desânimo são comuns, mas saiba controlar essas emoções. Com uma mente positiva, tudo flui melhor. Como a corrida deve ser. ( :

 

 

 

 

 

Mountain Do 65K: relato de um desafio Insane

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O atleta Neemias Alves de Campos, ao meu lado, foi um dos atletas cascudos da categoria Insane

O atleta Neemias Alves de Campos, ao meu lado, foi um dos atletas cascudos da categoria Insane

Segunda-feira, dois dias após enfrentar uma prova pra lá de dura – a Mountain Do da Lagoa da Conceição -, trago, além do lindo trofelão de primeiro lugar na categoria solo feminina (Insane, 65km), uma bagagem enorme de experiências que tentarei descrever em poucas linhas a seguir.

Como é de se esperar, uma ultramaratona é coisa de doido. Correr mais de 40 quilômetros já é algo dificilmente compreensível mesmo para atletas de longa data. Imagine, agora, trilhar bem mais do que isso numa sequência de terrenos diferentes, que vão da areia fofa à lama, passando por atoleiros repletos de macegas, pedras, pedregulhos e rochas à beira-mar, dunas, trilhas estreitas e um montão de outros solos complicados de firmar o pé sem sentir um arrepio na espinha. Pois então.

Mountain Do na Ilha da Magia é, como definiu o diretor da prova, Euclides Neto (Kiko), uma série de “pegadinhas” sem fim. Quando larguei lá no Lagoa Iate Clube (LIC), na Lagoa da Conceição, às 7h de sábado, jamais pensei que encararia uma pauleira sem fim. Achei que era uma prova “gourmet”, daquelas feitas pra passear, apreciar a vista e – pra quem gosta – fazer selfie pra postar no Instagram. Aham. Vai nessa.

O primeiro trecho, super na buena, fui tocando a 4min30seg/km sem nenhuma dificuldade a mais, mesmo com algumas ladeiras – afinal, há um mês, havia feito 60 quilômetros na Serra do Rio do Rastro, além de ter feito vários treinos de qualidade preparatórios, focando muito na força e potência muscular, essenciais para trechos íngremes.

E fui tranquila. Mochila nas costas, lotada de rango. Hidratação 100%. Segundo trecho, começam as trilhas no meio do mato. Eu respiro fundo, não dou bola pro sol que começa a estourar na cachola. E taca-lhe pau.

No terceiro, quarto, quinto e sexto trecho, muita dor e sofrimento pela variação de terreno, o que exigiu muita energia, paciência e experiência dos atletas – sobretudo os ultramaratonistas, que fizeram sozinhos a prova, como eu. Mas estava firme e confiante. Nada grave a registrar. Minha mente estava tranquila. Senti que era uma competição que exigia parcimônia e estratégia. Nos postos de transição, parava, me alimentava legal, parando no máximo 2 minutos para não perder muito tempo.

Quando dava, descia o sarrafo. Quando não dava, segurava o pé e estudava como firmar os pés e mãos nas trilhas mais difíceis para não escorregar, cair e botar tudo a perder.

No quarto ou quinto trecho, já comecei a ser ultrapassada por alguns atletas que tomaram a dianteira nas demais categorias (octetos, duplas e quartetos), o que deu uma animada – afinal, correr totalmente sozinha em lugar desconhecido não é lá uma experiência muy agradável.

Nos dois últimos trechos, a surpresa Kinder Ovo nada feliz: não passava nunca. Aqueles 22 quilômetros finais foram de matar. Mais de 6 horas de prova num acelera/trava/pisa em falso/pula/sobe/desce pesavam nas costas, destruíam as pernas e acabavam com a paciência.

Um final inesquecível

Uffff.

Respirei fundo. Como havia me informado sobre o grau de dificuldade dos trechos anteriormente, fiquei fria. E pensei em acabar a prova sem perder o primeiro lugar, tomado desde o início. Não sabia quem vinha atrás – só tinha certeza de que deveria cumprir a missão com dignidade, sem fraquejar.

Só que a Lei de Murphy insiste em nos acompanhar.

Lá pelo quilômetro 54, vislumbro um trecho bonitão duns 100 metros no qual poderia correr. Viva!!! E acelerei, sem pensar duas vezes. O solo, coberto por folhas secas, encobriu uma raíz de árvore. Senti algo prender meu pé direito. E voei, esbelta e toda fia da mãe, naquela linda terra catarinense. Caí de queixo, bati o ombro esquerdo num pancadão violento. A mochila de hidratação que levava chegou a soltar das costas.

Daí que vem a parte louca: um senhorzinho que carregava umas sacolas vinha atrás e viu meu tombo. Eu lá, estatelada no chão, e o véinho me estende a mão. Eu numa sequência de “aiaiaiaiaiiaiaiaiaiaiaaaaaaaaaaaaaaai”, falando trocentos palavrões, com cãimbra generalizada até no fio do cabelo, e ele, sereno, tranquilo:

“Ei, levanta, moça! Foi nada não!”

E eu:

“Tô sangrando muito? Olha aqui, olha aqui!” (apontando pro meu queixo, minha mão, meu joelho).

O bicuíra-samurai sentencia:

“Nada não! Nada não! Vai firme que vem gente lá atrás querendo te pegar!”

Vai entender? O fia da mãe não deu a mínima bola. Sério. E, pensando agora, a atitude dele foi determinante. Se ele fizesse drama – e se eu fosse na onda -, capaz de desistir ali. Porque o tombo foi muito sério. Tanto que subi no pódio de tala, Tive que ir no hospital depois da prova, esperar 3 horas para fazer raio-X e ter certeza de que não havia quebrado a mão esquerda.

O que sei é que, naquela altura do campeonato, desistir não era opção válida.  Sabia que, nesse caso (não estava tonta, nem desidratada, com as pernas aguentando ainda), seria uma besteira. Como o tiozinho avaliou, com sua simplicidade. Ele viu que, se eu estava com forças pra mandar toda uma geração pro inferno, aguentaria o tranco.

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Trofelão na mão e sorriso no rosto

O final da história todo mundo sabe: cruzei a linha de chegada em primeira posição com um sorriso no rosto, emocionada e orgulhosa, muito  orgulhosa de mim mesma. De todos os 60 atletas que concluíram a prova na categoria individual (10 mulheres, 50 homens), fui a 14ª pessoa a chegar, atrás de 13 homens. Baita resultado!

Fico muito grata e emocionada pela oportunidade maravilhosa que Deus me deu de conseguir superar esse tipo de desafio com serenidade e brilho nos olhos.

Não sou corredora de trilha.

Não sou corredora de montanha nem de morro.

Não sou corredora de asfalto nem de pista.

Sou, única e simplesmente, uma apaixonada pela corrida – que, para mim, é a síntese mais perfeita do que é a vida.

Sem preconceitos, rótulos ou quaisquer frescuras.

( :

Um abraço e até a próxima!

 

Pódio das cinco primeiras colocadas na categoria solo - 65 km

Pódio das cinco primeiras colocadas na categoria solo – 65 km

 

 

 

 

Desafio Samurai: a vida como ela é

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Escrever sobre a minha quarta participação na Mizuno Uphill Marathon – prova que ocorre desde 2013 na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina – é uma tarefa árdua. São tantas emoções que nem Robertão Carlos seria capaz de descrever na suas centenas de letras. E dessa vez, tentarei explicar o que é encarar duas vezes a imponente estrada considerada “a mais linda do mundo”, vide eleição virtual realizada recentemente.

SERRA

Para quem não sabe, esse ano escolhi encarar o Desafio Samurai – ao todo, 67 km -, divididos em insanos 25km matutinos (de Lauro Müller a Bom Jardim da Serra) e 42km vespertinos/noturnos (de Treviso ao topo de Bom Jardim novamente). Duas “pernas” recheadas de subidas intermináveis. Poucos ousam subir (e descer) de veículos motorizados. Porque, meu fio, você enxerga a bunda da caranga no retrovisor. De moto, cansa. Imagine a pé. Enfrentando um clima nada previsível, numa região onde são registradas as temperaturas mínimas do País.

Participo desse evento desde a sua origem. Compareci religiosamente em todos os anos. Havia subido até ontem antes da 7h da manhã, 126km nas três edições – 42km em cada, ficando em 5º lugar em 2013, 3º lugar em 2014 e 2º lugar em 2015. E ontem acordei às 7h disposta a acumular mais essa porrada de quilômetros num só dia. Me sentia bem, havia treinado bastante, dentro das possibilidades – já que, lembrando, não sou atleta profissional e encaixo a planilha numa rotina de casa-filho-família/coordenação de academia e grupo de corrida/faculdade de Educação Física.  Pois então. Sem chorumelas. Estava prontíssima!

Aprendizado número 1: parcimônia

Larguei nos 25km controlando muito. Ficava olhando no GPS para jamais puxar demais o ritmo, com a certeza de que pagaria o preço depois. E fui segurando. A intenção era fazer abaixo de 2h15min a primeira “perna”, que fiz com perfeição. Encerrei em terceiro lugar geral feminino, numa corrida consistente e no controle, algo complicado para meu perfil, que ama “sentar a bota”. Acabei orgulhosa da minha capacidade de concentração, o que me deixou inteira para enfrentar a maratona que viria a seguir.

Descansei, encontrei amigos no ginásio de Treviso e me alinhei às 3h da tarde para a segunda largada. Pernas muito inteiras, pulmão idem – apesar de ter enfrentado quase que apenas subidas na primeira parte. E fui. Confiante. Só que a matemática não é tão simples quando falamos em ultramaratona. Comecei a subir muito bem e senti, lá pelo quilômetro 8, falta de água. Para quem estava largando sem o peso dos 25km nas costas, talvez esse detalhe não tenha sido determinante. Porém, para atletas acostumados a hidratar com regularidade como eu (o que acho imprescindível), o bolo começou a desandar nesse ponto, ainda no início.

Desidratei. O tempo abafado pesou a ponto de perder rendimento drasticamente. E o efeito dominó pegou: náuseas. Não entrava suplementação. Glicemia baixando. Pressão despencando. Cansaço extremo. Pernas não respondendo. E se tem algo que sei é conhecer meu organismo. Quando lá pelo quilômetro 20 da maratona “preteou os óios da gateada” (a visão ficou turva), vi que algo deveria ser feito. E a melhor atitude seria subir a serra de carro.

Parei num posto de hidratação. Dezenas de pessoas me ajudaram. Falavam palavras de incentivo. Queriam me levar junto. E eu, já apática, dizia que não dava. Comi, tomei Coca-Cola, glicose. E fui até o quilômetro 38. Talvez desse para terminar (não no tempo limite de 6h30min do Desafio Samurai). Porém, decidi que não valia a pena. Pressenti algo ruim. Não sei explicar. Ninguém sabe. Mas resumo assim: em respeito a mim, em primeiro lugar. Em respeito a minha família, em segundo lugar. E em terceiro, a todos que já me viram chegar e não reconheceriam ver cruzar o pórtico uma Daniela destruída e sem forças para vibrar ao cortar a desejada fita.

Saldo positivo: ao todo, percorri 60km. E hoje, escrevendo esse texto, parece que corri um “21km pegadinho na Beira-Rio”. ( ;

Há uma diferença brutal entre superação e burrice. Desculpem os fãs dos “atletas-que-chegam-vomitando”.

Brilho eterno de uma mente com lembranças

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Pela primeira vez, larguei uma prova. Após 20 anos correndo. E digo: fiz o certo. Hoje estou inteira, pronta para enfrentar um calendário bem bacana de ultras pros próximos seis meses (ficarão sabendo logo!). Tento sempre fazer do limão uma limonada e pensar de que nada é por acaso. Hoje, tenho o orgulho de dizer que jamais deixei alguém me ver passar mal numa prova – o que ao meu ver, depõe contra esse esporte tão lindo -, e que minha tentativa de passar um exemplo bonito e saudável tem dado bons frutos.

Minha frustração? Sei lidar com ela. Isso é fácil. O que não saberia é lidar com uma lesão ou sequela do desgaste excessivo. Entre três mulheres que puderam ter índice para encarar o Desafio Samurai, apenas a “alienígena” Letícia Saltori, da Equipiazza de Curitiba, conseguiu no tempo regulamentar de 6h30min para cumprir as duas pernas. Eloiza Testolin Rodrigues, da Inspire Assessoria Esportiva de Caxias do Sul (tchó!) conclui os 67km acima do tempo, mas está de parabéns pelo empenho e dedicação às corridas. Ambas moram no meu coração e são atletas exemplares, além de pessoas maravilhosas. Dessas coisas que só a corrida nos dão. <3

Agradeço a todos que me ajudaram nos dois percursos, tentaram me empurrar, levar de carrinho de mão, de guincho, mas amigos…tem dias que não dá! Hauhahaha! Prometo retribuir essa energia maravilhosa.

À equipe da Mizuno e da X3M, parabéns por mais um evento fantástico. É por isso que deixo minha família, meu trabalho em Porto Alegre e encaro a gincana. Para encontrar esse bando de “louco dentro das roupa!”. E como a trupe do Bernardo Fonseca e do Bruno Onezio pregam: “é muito mais fácil segurar um louco do que empurrar um bobo”. ( ;

Parabéns a todos atletas que encararam essa pedreira, seja nos 25km, nos 42km ou nos 67km. É pra poucos. E o que eu senti nesse final de semana não pode ser explicado num só texto. Somos uma “tribo” de loucos, sim, mas loucos pela vida. Essa gente que gosta de sentir o sangue correr na veia dessa maneira pode ser um objeto de estudo na NASA. Mas é essa adrenalina que nos move.

No frigir dos ovos (e eu amo omelete!), fica a sensação de que tudo é um aprendizado e, mais uma vez, confirmo que a corrida é a mais perfeita metáfora da vida.

A beleza da vida está nisso: na humildade de reconhecer nossos erros e acertos.

Estamos aqui hoje porque muita coisa deu certo – mas muitas coisas deram errado.

Já pensou nisso?

Um forte abraço e até a próxima!

 

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Entre o céu e o inferno: o carma de ser atleta no Brasil

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O brasiliense Caio Bonfim ficou entre os 4 melhores do mundo na sua modalidade

O brasiliense Caio Bonfim ficou entre os 4 melhores do mundo na sua modalidade

Olimpíadas rolando. Todos em polvorosa conferindo o desempenho de atletas dos quatro cantos do mundo ao vivo, nas lindas arenas cariocas, ou pela telinha da TV, que transmite durante as 24 horas imagens incríveis das competições. Impossível ficar indiferente diante de cenas tão lindas. A cada vitória, grito de de superação dos atletas e quebra de recorde, vidramos os olhos e, muitas vezes, nos emocionamos – mesmo que jamais tenhamos ouvido o nome do campeão.

Embora tenhamos uma simpatia absurda com o Esporte, vivemos num País que, infelizmente, não sabe torcer. Pelo menos essa é a conclusão que tiro ao conferir a reação de nosso povo com o desempenho de nossos atletas. Claro que há exceções, mas a tendência é colocar o sujeito que não conquistou uma das três medalhas no status “abaixo da mosca que pousou no cocô do cavalo do bandido”. Aceitamos que o inglês perca, que o norte-americano falhe, que o francês desista. Mas quando testemunhamos algum atleta falhar, e esse alguém é made in Brazil…ah, que drama! Logo vem as críticas: “só podia ser brasileiro”, “incompetente”, “tá gastando o dinheiro do governo pra isso?”, “macaca”, entre outras frases menos classudas.

Ou você é herói, ou é um lixo. Esse é o carma de ser atleta nessa terra. Do céu ao inferno, é um passinho bem curto.

Joanna Maranhão, da natação, Rafaela Silva, do Judô e Diego Hypolito, da ginástica (sem falar de Caio Bomfim, da marcha atlética, que confessou ter sido xingado todos os dias enquanto treinava), são alguns exemplos nítidos desse verdadeiro carma de ser atleta no Brasil. Claro que todos tem o compromisso e responsabilidade de competir com afinco e dedicação, afinal, essa é a sua profissão. Porém, nem sempre as coisas são tão simples numa Olimpíada: estar ali, por si só, já é um grande feito. Ter índice para participar comprova que o sujeito está entre os melhores do mundo e, como tal, deve ser respeitado.

Assim como outros aspectos da vida, no Esporte há dias bons, dias ruins. E, se desabamos, temos que ter a chance de levantar, tentar novamente, até acertar. Nossa cultura esportiva, capenga, racista, homofóbica, descriminatória e elitista, ainda privilegia astros e esquece de que, para conquistar uma medalha de ouro, é necessário muito mais do que quatro anos entre um e outro Mundial.

O feito de Hypolito – que você pode conferir aqui nesse link, numa entrevista para a SporTV – resume o quanto devemos apoiar e acreditar no potencial de nossos talentos. Mesmo (e principalmente) quando eles não estão lá no topo.

Os ginastas Diego Hypolito e Arthur Nory exibem suas medalhas

Os ginastas Diego Hypolito e Arthur Nory exibem suas medalhas

Atletas de verdade costumam ter um plano para quando o fracasso ocorrer, afinal, ele faz parte do árduo preparo para a vitória. Não importa quantas quedas teremos na vida. Provavelmente, serão muitas. Quantas? Ninguém sabe. O certo é que teremos que somar “um” após cada uma delas. Caiu 500? Vai ter que levantar 501 vezes. O sonho da vitória só rola quando há aprendizado com cada derrota.

 

 

Essa cachaça chamada maratona

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Ás 6h45, aguardando a buzina no pelotão de elite

Ás 6h45, aguardando a buzina no pelotão de elite

Quarenta e oito horas depois de finalizar mais uma maratona – a Internacional de Porto Alegre, realizada no dia 12 de junho -, cá estou pensando em tudo que passei durante as três horas, oito minutos e quatro segundos  de prova. A ansiedade da largada, o coração acelerado. O som da buzina de largada. O convívio com a dor constante que me acompanhou durante toda a segunda metade do percurso – que me fez correr mancando, toda torta, numa performance sofrível. E a alegria de cruzar a linha de chegada, numa explosão de alegria e alívio.

A decepção de não ter obtido o resultado desejado (fiquei em sexto lugar geral e primeiro na minha categoria) vem com a alegria de completar mais uma maratona – e a consciência de que maratonista é um bicho desgraçado. Afinal, são poucos os que se atrevem a encarar o desafio, e só completar já é algo homérico. Pois então. Quem corre há bastante tempo perde a noção da dimensão desse feito e corre o risco de perder até o tesão em correr. Confesso que volta e meia me vejo de saco cheio de treinar, de sofrer, de acordar cedo, abdicar de tantas coisas. Esse ano, tive que encaixar a planilha em meio a turbulência de uma mudança de casa e a um novo ofício, administrar minha academia, recém-inaugurada. Tempo praticamente não existiu. Fui de cabeça-dura para o combate, tendo a certeza de que iria sofrer feito um cavalo manco.

A  psicologia do gambá

E tinha mulher corajosa dessa vez! Quase 700 enfrentando sensação térmica negativa

E tinha mulher corajosa dessa vez! Quase 700 enfrentando sensação térmica negativa

O problema, meu amigo e minha amiga, é ficar fora dessa festa. Como abdicar de correr a minha distância predileta na minha cidade, em casa? Tinha certeza que, se não me inscrevesse, ficaria com um beiço enorme. Há oito anos participo do evento, dois em distâncias menores e há seis nos 42km. É clássico, Maratona de Porto Alegre é obrigatória no meu calendário.

Para quem nunca correu uma maratona, difícil explicar porque – mesmo com tanto sofrimento, tantos nos treinos duríssimos quanto na prova em si – provavelmente queremos sempre repetir a experiência. Alguns comparam com uma “cachaça”. A analogia é boa. Pensa aqui comigo, na mente de um pé-de-cana: ele bebe a marvada, fica alegrão, mas depois vem aquela ressaca desgraçada. Ele jura que nunca mais vai beber…até que aquela dor de cabeça passa e, como mágica, lá está o gambá procurando uma nova dose.

“Maratona é sempre maratona”. A frase simplória somente faz sentido para quem já experimentou. Não é reunião-dançante, é baile de gala. Você veste o melhor vestido, o fraque, se prepara todo. É dia de tapete vermelho, de luz de velas e fogos de artifício. Se vai ter ressaca depois da festa? Provavelmente. E isso jamais impedirá que a gente queira comparecer na nossa melhor forma, dançando a melhor música, curtindo cada momento extasiados.

Ah, essa cachaça chamada maratona.

Aliás, quando é a próxima? ( ;

* Não posso deixar de parabenizar e agradecer todos os atletas que prestigiaram essa 33ª edição da Maratona Internacional de Porto Alegre. Obrigada por engrandecer o evento a cada ano. E um obrigada a todos que torceram, gritaram meu nome e me deixaram com lágrimas nos olhos durante o percurso. Vocês moram do lado esquerdo aqui, ó.

 

 

#vivamaratonapoa chama público para prestigiar maratona nas ruas da capital gaúcha

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VIVAMARATONAPOA

Em 1° de maio, faltando 42 dias para a Maratona Internacional de Porto Alegre, um grupo de entusiastas de um dos esportes mais praticados do País – a corrida de rua – criaram o movimento “Viva Maratona POA”. A ideia é incentivar e envolver a capital do Rio Grande do Sul num dos mais importantes e tradicionais eventos esportivos do País. Somente em 2015, foram mais de 7.500 atletas inscritos no evento, realizado há 33 anos.

Famosa por ser uma prova rápida, plana, com temperatura ideal e bem organizada, a Maratona de Porto Alegre também surpreende pela tímida presença da sua população ao longo de seu percurso de 42.195 metros – e que tem ponto de largada e chegada no Parque da Harmonia, passando por diversos bairros da cidade.

O projeto Viva Maratona POA está sendo disseminado nas redes sociais desde o início desta semana, com uma excelente adesão. Até o dia do evento, marcado para 12 de junho, serão publicadas curiosidades, dicas e fatos interessantes sobre a tradicional prova.

 

MOVIMENTO #VIVAMARATONAPOA
Por que participar?
Assistir ao vivo, em tempo real, uma edição de uma das mais emblemáticas provas do atletismo, a maratona – que compreende 42.195 metros – e é considerada como um marco na vida de todo corredor. É muito mais do que uma competição: é um dos eventos mais democráticos, no qual pessoas de todas as idades, níveis culturais e sociais, raças, religiões e cores se encontram, sem barreiras. É uma festa ao ar livre, que ocorre uma vez por ano – e consegue parar megalópoles como Nova York, Berlim e Tóquio. Por que não, Porto Alegre?

Como participar?

Agende-se: é dia 12 de junho.
Horário: a partir das 7h

Local: Av. Augusto de Carvalho, junto ao Parque da Harmonia
Se você conhece alguém que vai correr, vá pra rua torcer por ela! Vale cartazes, buzinas, peruca colorida e tudo mais. Ninguém esquece da diferença que isso faz durante os 42,195 quilômetros!

Curta a página e convide seus amigos a compartilharem o movimento. Quanto mais gente, melhor!

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