36ª Maratona de Poa: e foi sensacional!

Publicado por | junho 03, 2019 | Sem categoria | Nenhum Comentário

A semana inteira foi de chuva. Semana não – o mês de maio todinho. Aguardar uma já temida maratona com sol e tempo firme já treme as bases – quiçá imaginar enfrentar chuva, frio e tudo mais o que o inverno gaúcho apronta nos prenúncios do inverno.

Não que eu me preocupasse com isso. Afinal, já enfrentei cenários bem menos propícios nessa longa vida de pangaré. Como, por exemplo, quando “lavrei” 82 quilômetros na areia fofa, com temporal, vento contra e ressaca marítima numa TTT, há alguns anos atrás – detalhe: uma semana após ter me separado. Ou quando, na Patagônia, saí, em 2013, há meia-noite, com uma lanterna na cabeça, 4 graus Celsius….sem ter a mínima noção do que iria enfrentar durante 100 quilômetros.

O que falo é da magia das incertezas que rodeiam o dia “D”. E de como mordemos a língua ao tentar prever o imprevisível. Porque, afinal… “maratona é sempre maratona”, diz o ditado. Mais uma vez, a frase fez todo sentido. Aquele tão aguardado momento, que tinha um cheirinho de roubada, acabou deixando todo mundo de queixo caído. Porque tudo deu certo – pelo menos para a maior parte dos corredores.

Essa, que foi minha 12ª participação das 36 edições da Maratona Internacional de Porto Alegre, deixou um saldo extremamente positivo. Posso afirmar, sem pestanejar, que foi a mais linda de todas.

Ainda não vi as fotos do @focoradical, e certamente deixará metade da nação corredora pobre com a quantidade de imagens sensacionais produzidas nesse domingo de chove-não-chove na Capital. Porque até São Pedro resolveu ajudar! Pouco vento (daqueles que apenas refrescam), um percurso bacana (não senti nada de monotonia nem tédio durante todos os 42,1km), hidratação nota 10 com água gelada….e o clima. Ah, o clima…esse merece um capítulo à parte!

Quando o calor humano faz diferença

Se tem algo que realmente faz diferença numa corrida de rua é a quantidade de gente que vai para a rua torcer pelos “loucos” que enfrentam a tosquêra da distância duma maratona. Ao contrário de outros anos, a mobilização foi bem maior. Além dos grupos de corrida que se organizaram para dar conta da hidratação e da torcida organizada, vários fizeram bonito ao ir para a rua com cartazes, cornetas, palmas e gritos de incentivo. Nossa, a essas pessoas…meu muito obrigada! <3

Fico inundada de satisfação ao ver que a maratona da minha querida cidade está crescendo em número de participantes e ganhando projeção a cada ano. É um privilégio poder fazer parte dessa festa genuína do esporte, e não só do lado de fora, mas também de dentro, correndo todo o percurso com saúde e alegria. ( ;

Mais uma medalha pra conta. Total: 3h27min. Pace de pangaré/sorriso de queniana

Cumpri minha promessa de correr com um sorrisão estampado no rosto do início ao fim, sem nenhum compromisso de bater tempo ou o famigerado “RP (recorde pessoal). A única meta foi batida com louvor: cruzar a linha de chegada faceirona, inteira e de alma e coração leves. Porque se não conseguir chegar sorrindo, paro de correr amanhã mesmo!

A todos que completaram a prova (não só nessa, mas em todas as demais distâncias), meus parabéns! Somos seres abençoados por ter a saúde, disposição e loucura de enfrentar esse perrengue – e termos noção clara do quanto que isso enriquece e ilumina a vida.

Meu muito obrigada, de coração, a cada um que gastou o latim berrando palavras de incentivo pra pangaré aqui, que não desiste jamé. Siiiim…terão que me aguentar com 123 anos correndo a maratona de bengalinha e cuspindo a dentadura!

E, claro, aos meus apoiadores – Skechers Performance Brasil e Authen Brasil – por acreditarem em toda minha doação de vida em prol desse esporte maravilhoso.

Uma boa recuperação e até breve!

E viva o Esporte! Viva a Amizade!!!

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