Driblando o desânimo

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Você já sentiu “ressaca” de tanto correr? Já tomou um fartão de tanto treino, a ponto de ficar com uma preguiça incontrolável de calçar os tênis e sair para a rua, mesmo para um trote regenerativo? Chegou a pensar em largar esse esporte e passar a, sei lá, jogar xadrez ou sinuca?

Você faz parte do time de corredores que “enche o saco” volta e meia, saiba que isso é perfeitamente normal. Especialistas afirmam que a desmotivação é desencadeada por um estresse, e o fenômeno tem até nome: trata-se da Síndrome de Burnout (burn é queima, out, exterior). Em poucas palavras, ocorre pelo simples fato de que nosso organismo pede uma trégua quando damos o mesmo estímulo a ele. Pode ocorrer com qualquer um, e não só com os esportistas, mas também com profissionais e empresários bem sucedidos.

Irritação, mudanças no apetite ou nos hábitos de sono, abuso de álcool e outras válvulas de escape são facilmente usadas por quem chegou num ponto limite da situação. Mas a boa notícia é que, como tudo na vida, isso passa. Há técnicas que podem ser muito úteis para resgatar o tesão pela corrida. Uma delas pode ser encontrar novos parceiros de corrida, que o acompanharão em treinos e os tornarão bem menos monótonos, além de obrigarem você a mudar de trajetos e de ritmo.

Outra estratégia (a que eu julgo mais eficaz) é dar um tempo mesmo, fazendo outras atividades como ciclismo, natação, caminhadas ou musculação e exercícios funcionais, que darão um upgrade no seu condicionamento físico por meio da utilização de outros grupos musculares e estímulos diferenciados.

O importante é ter consciência que, como tudo na vida, há momentos que devem ser respeitados. Ouça com carinho seu corpo e identifique do que ele precisa.

O corpo é uma engenhoca perfeita e nada é por acaso. Acredite nisso!

E você, o que faz para driblar a desmotivação e seguir treinando?

A mosquinha da corrida

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runninggirl

“Fui picada pela mosquinha da corrida”, escreveu uma amiga no Facebook, onde aparecia sorridente, lépida e faceira, abanando a bandeira do Brasil na empolgante Maratona Internacional de Punta del Este, que ocorreu no último final de semana no país vizinho. Assim como ela, que iniciou os treinos há poucos anos – incentivada pelo namorado, corredor experiente –, vejo cada vez mais a felicidade nos olhos de pessoas que descobriram, ao calçar um tênis e a trotar por aí, uma nova forma de viver, um estilo de vida mais saudável e feliz. Em Punta, onde participei do evento ao lado de mais de 800 brasileiros, pude perceber que esse é um caminho sem volta. Me enche de orgulho e satisfação de atestar o quanto estamos evoluindo para a valorização e consolidação desse apaixonante esporte.

Isso me faz lembrar de quando comecei a correr, ainda na década de 90. Nessa época, poucos se aventuravam em distâncias maiores, como a maratona e seus mais de 42 quilômetros. Quem corria com mais frequência pouco se aventurava a disputar provas, quiçá viajar centenas de quilômetros afim de levar para casa uma medalha.

Corríamos onde dava, de qualquer jeito, com o tênis que tínhamos. Treinador? Nem imaginávamos a possibilidade de ter um. Seria um luxo para atletas de elite. Planilha de treino, nem pensar. Há uma década, mais ou menos, que essa cultura começou a se disseminar no país com mais força, e, felizmente, hoje temos uma realidade favorável para qualquer um que aspire virar um corredor dos bons.

A corrida de rua no Brasil tem crescido em escala geométrica, e o Rio Grande do Sul figura como um dos Estados onde esse fenômeno tem sido notado com grande força. Para se ter uma ideia, hoje temos mais de 800 provas anuais pelos quatro cantos do país, e cálculos apontam que já são mais de 4,5 milhões de adeptos que fazem do esporte o segundo na preferência do público brasileiro, apenas atrás do futebol. Esse “boom”, além de fazer bem para a saúde de quem pratica, é um baita filão de mercado: o crescimento desse setor ultrapassa os 40% ao ano, bem acima de qualquer outra modalidade esportiva.

Ter mais disposição para o corpo e para a mente, preservar a saúde, manter a forma, proteger o coração, envelhecer bem, ampliar a rede de amigos e a visão de mundo, além de tantas outras vantagens. É, essa mosquinha é bem pegajosa. Espero que todos sejam picados por ela.

* Texto publicado no caderno Vida de Zero Hora no dia 28 de outubro de 2013