Quer ser forte e ágil? Aposte no treino funcional

Publicado por | fevereiro 22, 2016 | Santa Academia | Nenhum Comentário

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Ele é a promessa de um corpo saudável para enfrentar os desafios do dia a dia e banir as limitações do envelhecimento. Caiu no gosto de pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento – e ganha, a cada dia, mais adeptos.

O método do futuro, quando se fala em malhação eficaz e nada monótona, tem um nome e sobrenome: Treinamento Funcional. Como o termo diz, o objetivo é que o corpo mantenha sua funcionalidade. Em resumo, é preservar a capacidade de executar os movimentos do dia a dia, que vão desde sentar e levantar até alcançar um pote de biscoitos no alto da prateleira.

A técnica ganhou imensa notoriedade nos últimos anos por ter sido eleita para esculpir o corpo de celebridades como Juliana Paes, Deborah Secco e Jennifer Lopez, bem como para turbinar o desempenho de atletas de alta performance, como jogadores de futebol e de tênis, nadadores e lutadores de MMA (Artes Marciais Mistas, popularizada por Anderson Silva). Também ganhou notoriedade ao ser anunciado como o método priorizado por jogadores de futebol de alto rendimento, como Douglas Costa.

Basta olhar nas academias, praças e parques (onde alunos e professores praticam exercícios ao ar livre). O número de adeptos do Funcional cresceu em escala geométrica no número de adeptos nos últimos cinco anos. Mas, afinal, por que ele virou o “queridinho” no mundo todo? Há quem diga que a versatilidade e eficácia dos movimentos é uma das mais fortes razões. Outros afirmam que ele dá mais resultados do que os pesados aparelhos de musculação – e porque dispensa horas intermináveis das aulas de modalidades convencionais, que para alguns mais parecem uma tortura.

Embora repaginada, de novidade, há muito pouco nesse tipo de treino. Poucos sabem que ele tem uma origem remota, que data aproximadamente do período pós Segunda Guerra Mundial . Uma das raízes é a da Fisioterapia, inicialmente uma obscura especialidade médica pouco prestigiada. A segunda raiz é a ciência do treinamento esportivo desenvolvida durante os anos da “Guerra Olímpica” entre Estados Unidos e União Soviética, uma expressão esportiva da Guerra Fria.

“Nada mais é do que tentar reproduzir a ação natural do corpo. Usamos tanto para a reabilitação quanto para o condicionamento físico”, afirma Henrique Valente, um dos fisioterapeutas do Grêmio.

Assim como Valente — que utiliza os princípios do treinamento funcional no time titular do Grêmio há alguns anos — um dos fisioterapeutas do Inter, Mauren Mansur, explica que a “febre” nas academias nada mais é que uma nova roupagem para a chamada cinesioterapia funcional:

— É uma terapia que promove, através dos movimentos naturais do corpo, agilidade, potência, coordenação e estabilidade da parte central do corpo, garantindo maior eficiência neuromuscular.

Treino dinamizado

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Enquanto os exercícios localizados, como a musculação, estimulam os músculos de forma isolada, no modelo funcional o treino é dinamizado com a ajuda de aparelhos simples, como bolas, elásticos, pesos e pranchas. Um dos grandes benefícios, certamente, é o ganho de consciência corporal, com maior força e equilíbrio, além do aumento da percepção do próprio corpo. Os ganhos são globais e perceptíveis.

“Estou fazendo há pouco mais de meio ano e sinto melhoras incríveis. No começo, achei bem diferente, pois estava acostumada com apenas com a musculação. Desde que aliei as duas modalidades, realmente senti uma evolução, que foi absurda”, afirma Monique Terra, 37 anos, de Porto Alegre.

Alto gasto energético

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Também é possível gastar energia — e muita energia — em uma das aulas, que duram de 45 a 60 minutos.  Dependendo do nível de treinamento e intensidade, são queimadas de 400 a 800 calorias. A advogada Luciana Minuzzi, 34 anos, diz que, desde que começou a fazer as aulas, há um ano, conseguiu “secar” oito quilos, além de se livrar de uma lombalgia (dor na região lombar):

“O melhor foi que substituí gordura por músculos. Sinto uma enorme diferença no meu corpo, em todos os sentidos”, diz ela.

Uma opção que se encaixa em todos os perfis e idades

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Qualquer pessoa, em qualquer idade e perfil, está apta para se beneficiar deste tipo de treinamento. O programa apenas precisa ser ajustado para cada condição física. E, é claro, é preciso de regularidade: no mínimo duas vezes por semana, fazendo parte da rotina de exercícios.

Turbinando a corrida

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O Funcional também pode ser um forte aliado de quem pratica modalidades esportivas variadas, como a corrida. Força, velocidade, equilíbrio, flexibilidade e coordenação motora são trabalhadas apenas com o uso do peso corporal e com equipamentos como TRX, cones, camas elásticas, entre outros.

Exercícios simples como agachamentos, saltos e flexões integram boa parte dos treinos, que vão evoluindo em dificuldade a medida em que o atleta ganha condicionamento. A melhora do desempenho ocorre porque o treinamento funcional envolve exercícios de força dinâmica, isolando alguns movimentos característicos da corrida – e, de sobra, ainda trabalha o equilíbrio e fortalecimento da região “core” (músculos de sustentação do tronco), que contribui para prevenir lesões.

Principais vantagens do treinamento funcional

- Aperfeiçoamento do desempenho e eficiência do gesto esportivo.

- Melhora do equilíbrio e correção dos desvios musculares, reduzindo o índice de lesões.

- Melhora da coordenação motora.

- Recruta maior número de fibras musculares e unidades motoras.

- Desenvolvimento da consciência, controle do corpo e postura.