Repetição: a mãe da habilidade

Publicado por | dezembro 14, 2015 | Foco no treino | Nenhum Comentário

HARD#

 

Você conhece alguém que já obteve bons resultados não só na corrida, mas em qualquer outro esporte, sem treinar muito? Já viu alguém superar um recorde sem afirmar que foram precisos meses de preparo? OK. Há quem atribua grandes marcas à genética, assim como há quem afirme que aquele empresário bem-sucedido teve muita “sorte”. Ahãm.

Não tem fórmula mágica: é repetição. Repetição. Repetição. Perseverança. Rotina. Disciplina. Ralação pura e crua.

Porém, como fazer para achar isso bom?

Cada um tem suas estratégias. Prefiro ser bastante prática e resumir: é um mal necessário. E ponto. Quem disse que seria fácil? ( :

Treinando para algumas provas cascas-grossas, tento mentalizar, sobretudo nos longões solitários, que essa rotina muita vezes estafante faz parte do jogo – e que se eu não acostumar meu corpo e cérebro a aguentar o tranco no osso, jamais vou evoluir ou ter a sensação de missão cumprida.

Penso que, mesmo não tendo certeza do melhor resultado, saberemos que estamos no caminho certo: no caso da corrida, treinando, simulando provas, fazendo pista, aumentando progressivamente a velocidade. E tudo isso com um planejamento adequado, otimizando tempo e recursos. Na hora do “pega pra capar”, se você sabe que treinou o bastante e que seu corpo está preparado para tal estímulo, as chances de ter êxito são bem maiores.

Pode parecer óbvio, mas a prática não costuma ser fiel à teoria. Cada vez mais, vejo atletas amadores priorizarem as provas do que o treinamento rotineiro. São os famosos “leões (ou campeões) de treino” . Mas vem cá, você treina para competir ou é ao contrário? Ah, não tem tempo? Então não exija do pobre do seu corpo o que ele não pode dar sem sofrer até quase sair sangue dos olhos ou estourar as coronárias.

Treinar é, sim, muitas vezes chato. Inúmeras vezes saí para a rua sem a mínima vontade. E o que ocorreu? Voltei, sempre, feliz da vida. Mesmo que não tivesse feito aqueeeeele treino, eu fui. E isso que importa.

Correr é lindo, correr é bom, correr virou uma coqueluche. Mas, se você tem um perfil como o meu, que adora superar a si mesmo, em primeiro lugar, o conselho é um só: treine sério. Treine duro. Repita. Repita. Repita. E quando você ficar bom, prepare-se para ouvir: “ah, é genético”.

Tá certo.