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Ídolos grisalhos

Publicado por | Por Aí | Um Comentário

Divulgação/WMA

Tirei o dia de sexta-feira para acompanhar de perto as movimentações do 20º Mundial Master de Atletismo, que iniciou na semana passada na Capital. Pela primeira vez na América do Sul, estamos tendo a oportunidade de sediar um evento tão importante, que reúne 4.158 atletas de 82 países.

Ao invés de pegar o carro e fazer o trajeto de cerca de 20km no conforto do ar-condicionado, achei melhor juntar meu treino do dia com a visita aos locais de realização das provas: o Parque Marinha do Brasil, o Cete, a Esef/Ufrgs, a Sogipa, e a PUCRS. Coloquei uma cinta de hidratação e fui lá, bem faceira.

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Como moro a cerca de 6km do Parque Esportivo da PUCRS, na Avenida Ipiranga, comecei por ali. Por volta das 13h, já fui lá dar uma olhada nas provas de marcha atlética, modalidade que admiro bastante pela exigência técnica.

Depois, fui para a Escola de Educação Física da UFRGS (Esef), onde os participantes faziam arremesso de peso e martelo. Finalizei o passeio às 17h, passando pelo Cete, no Menino Deus, pelo Parque Marinha do Brasil e pela Sogipa.

Fiquei encantada com o que vi: gente de tudo quanto é tipo, das mais variadas idades, com uniformes coloridos e orgulhosamente estampados com bandeiras dos mais diferentes países. Cabelos brancos, rugas, barriguinhas salientes, mãos e pés calejados. Ídolos grisalhos, apaixonados pelo que fazem. Uma boa oportunidade para lembrar que nem só de gente sarada e jovem sobrevive o esporte. Essa legião de atletas, a esmagadora maioria formada por amadores muito bem treinados em suas modalidades (e, claro, por uma série de ex-atletas profissionais), são uma parcela não esquecida, embora já estejam longe dos holofotes há tempos.

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Graças a entidades como a World Masthers Athletics (WMA), eles seguem se encontrando a cada dois anos desde 1975 em diferentes partes do mundo. Desde 2004, a WMA também promove uma bienal indoor, que iniciou em Sindelfingen (Alemanha). Na edição gaúcha, um dado surpreende: Porto Alegre atinge, com o Mundial, a quinta colocação na história em número de países envolvidos, perdendo apenas para Riccione (Itália, 2007), que teve a participação de 97 países; Lahti (Finlândia, 2009), com 96 países; Sacramento (Estados Unidos, 2011), com 93 países, e San Sebastian (Espanha, 2005), com 91 países. Em relação ao número de competidores, a capital gaúcha está em 14º lugar no ranking.

Divulgação/WMA

Para quem quiser acompanhar a programação, basta entrar no site da WMA.

Num país em que o futebol é onipresente e toma todas as atenções, contar com um evento deste porte é um alento para quem é apaixonado pelo atletismo, assim como eu.