TTT 2017: pra começar – e terminar bem

Publicado por | janeiro 26, 2017 | Gente que corre | Nenhum Comentário
Foto: Guto Oliveira/Transpire

Foto: Guto Oliveira/Transpire

Após um ano fora da Travessia Torres-Tramandaí (TTT), que ocorre no próximo final de semana nas areias do litoral norte gaúcho, cá estou eu, ansiosa para percorrer os intermináveis 82 quilômetros que separam os dois balneários. Com a experiência de ter ganho por 4 anos consecutivos e sendo recordista feminina dessa competição, me arrisco a rabiscar alguns conselhos para quem irá encarar nessa edição. São bastante genéricos, mas talvez sejam úteis, sobretudo aos novatos.

1) Organize-se. Como é uma prova realizada na beira da praia, não espere um “mu-muzinho”. Por melhor que esteja a areia, o vento, o clima, jamais será como correr na Beira-Rio. Caso consiga, trace um plano B com sua equipe no que diz respeito à hidratação e suplementação. São várias horas de envolvimento no evento. Leve comida, isotônico, água, Coca-Cola, gel, paçoca, damasco, castanhas, sanduba, enfim, tudo aquilo que você esteja acostumado a comer. Jamais fique muito tempo sem se alimentar. Ter combustível constante é tudo!

2) Não se afobe. Tenha foco, bom-humor e paciência. Não importa a distância que você irá percorrer. Se vai na categoria solo, em dupla, quarteto ou octeto. Nada se resolve em 10 minutinhos. Vá trilhando quilômetro a quilômetro com base naquilo que você treinou. Milagre não existe e ficar dando uma de Usain Bolt em pista de tatuíra não vai te levar a lugar nenhum. Aliás, a chance de você quebrar é imensa. Lembre que é APENAS uma prova e que não tem vida ou morte em jogo. Estamos aí pra competir, sim, mas saudavelmente.

3) Concentre-se no ambiente. E curta cada momento. Caso a previsão se confirme – tempo bom, com sol -, fique mais atento ainda. Como a TTT é realizada em pleno veraneio, num sabadão, a chance da praia estar lotada é enorme. Crianças correndo pra lá e pra cá, guarda-sóis, vendedores ambulantes, bêbados, enfim, a fauna e a flora em atividade intensa. Tente seguir uma linha reta, não ficar em zigue-zague, pois, além de correr mais, a chance de acidentes fica maior. Numa única direção, sua concentração fica maior. Analise o estado da areia – quanto mais solta e clara, mais desgaste, pois não há retorno de passada e o sol reflete, aumentando a temperatura. Confira se mais perto da água a situação não estará melhor – afinal, perto das ondas, a areia é mais escura e você sofre menos a ação do calor. Claro, tem dias que nessa faixa a areia está muito fofa, o que não favorece nada. Tudo é questão de uma análise da situação. Ahh! Importante: não se preocupe em molhar seu rico pezinho na água. Ficar saltitando pra desviar dos córregos e valas, comuns no nosso litoral, é erro comum: muita gente já travou a posterior ou teve lesões ao fazer isso. Meta a “pata” sem dó e toque ficha. Afinal, se não é pra se sujar, nada como um passeio no xópim!

4) Evoque o mantra “eu posso. eu consigo”. Dia desses, conversando com um amigo meu que estreará na categoria solo, perguntei por qual motivo ele “inventou de fazer essa merda”. Deixei ele falar. Nenhum dos motivos que ele citou bateram com aqueles que acredito. “Não, você deve querer fazer porque você pode. E porque você consegue”, falei. A maneira de pensar é que faz toda a diferença. Lembre que tudo está na mente. Correr como você nunca correu é uma questão muito mais mental do que física. É preciso treino, sim, porém quem te faz chegar lá e cruzar a linha de chegada chorando e rindo ao mesmo tempo é essa superação pessoal. A grande batalha é com você mesmo.

Desejo a todos uma excelente prova – e que a força esteja com você. Sempre!

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Nos vemos lá na Barra do Imbé/Tramanda! ( ;

 

 

 

 

 

 

 

 

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