Volta à Ilha: uma lição de parceria e espírito de equipe

Publicado por | abril 15, 2015 | Por Aí | Nenhum Comentário

 

A chegada triunfal, após 11h de prova

A chegada triunfal, após 11h de prova

 

Não sei a quanto tempo não fazia uma prova de revezamento. A última, que lembro, foi em dupla, numa TTT insana de 2011. Mas revezar com 7 atletas – o famoso octeto -. e dessa vez misto (5 homens, 3 mulheres), na maior prova do gênero da América Latina, a Volta à Ilha, em Florianópolis, realizada sábado na capital catarinense, deixou uma herança inesquecível.

Sou virginiana. Não entendo chonga da mironga de astrologia, mas sei que essa raça é braba. Perfeccionista ao extremo, intolerante aos defeitos pessoais (mas hipernaboa com o alheio), é um verdadeiro pandemônio.

Prefiro correr 7h a fio, sem parar, do que depender de uma logística que milagrosamente dá certo, sobretudo em distâncias como a competição em questão. Mas enfim…fazia muito tempo que não encarava algo similar. Fui intimada por um amigo a fazer três trechos (abrindo a e fechando a prova, totalizando menos de 20 km no total dos percursos).
Sinceramente: o que vale nessas provas é a festa.
O espírito do bem coletivo. É o conceito mais básico  (somos todos irmãos) na prática – e no sentido mais dinâmico possível.

Porque de corrida mesmo, há pouco.
Defini, toscamente, que é uma gincana.
Imaginei a próxima tarefa: quem coloca mais gente num Fusca?
Critico a falta de hidratação (vi 3 atletas desmaiando). Elogio o staff, supersimpático. A janta pré-prova (que daria pra correr 2 ultras folgado).

Mas os problemas existiram, sobretudo na chipagem, manual. Divulgaram um aplicativo com tempos e, um dia após, tudo estava diferente.
Se não há garantia de exatidão, por favor, não nos façam comemorar um resultado fictício. Num dos trechos, muitas equipes esperaram de 9 a 15 minutos por uma banana boat para seguir. E esse tempo sumiu. Só foi divulgado e premiado o que se viu na chegada: o resultado “visual”, sem descontos dos trâmites de logística.

Faço a crítica mas dou a sentença: prova de revezamento igual a essa….não tem igual!
Me diverti muito, fiz muitos amigos e relembrei o quanto é lindo esse espírito de equipe.

Todo mundo bem normal. Só que não...

Todo mundo bem normal. Só que não…

Parabéns a todos que completaram os 140km em sintonia. É para poucos!